quarta-feira, 6 de junho de 2012

Um ano depois

Olá a todos, no dia 12 de maio fez um ano que chegamos. Estou para escrever faz tempo, mas não tinha tido tempo de parar, sentar e escrever.
 
Foi um ano maravilhoso, movimentado e cheio de novidades. Teve altos e baixos, emoções e sentimentos bons e ruins. Depois de certo tempo as novidades vão ficando mais escassas, a rotina vai se estabilizando, já não tiramos tantas fotos, já não nos impressionamos com tudo. Vou tentar neste post resumir um pouco sobre como me sinto após este primeiro ano vivendo onde por tanto tempo eu sonhei em viver.
 
As estações, o inverno, a chuva
 
Eu gosto demais de olhar para as arvores numa rua e todo mês perceber que elas estão de alguma forma diferentes. Não e só o fato de terem ou não terem folhas, ou estarem ou não vermelhas. A paisagem muda muito, de mês a mês, e é apaixonante... Um mês é cherry blossom com as arvores cheias, no outro as flores caíram, mas deixaram o chão colorido, no outro são as tulipas nos pés das arvores, no outro folhas verdes e flores mais simples, depois vem o outono com toda aquela poesia, depois o Natal com suas luzes, depois a neve, as arvores peladas parecendo mortas e enfim o blossom recomeçando o ciclo... Eu nunca me canso disso!
 
Já o clima... Nunca foi segredo nenhum para mim que chovia-se demais em Vancouver, nem que apesar do inverno ser na maior parte ameno o verão as vezes não vem. Depois de um ano da para ver realmente como me sinto em relação a isso. O inverno aqui começa em novembro. De novembro a marco os dias são curtos e chuvosos, o sol passa a ser "objeto de luxo" e quando aparece, todo mundo se proíbe de ficar em casa. Se faz sol em um dia de semana, todos se culpam por estarem encerrados em seus escritórios e não poderem aproveitar a luz. Em abril os dias já são longos e faz mais sol, mas a chuva insiste em não ir embora. Em maio faz uns dias de calor, mas depois a chuva volta e permanece. Em junho, que é quando todos já estão exaustos de usar botas e casacos ainda continua chovendo, as vezes ate julho, e sobra o mês de agosto de sol... Eu havia me convencido a não reclamar do tempo, de novembro a marco eu não disse um "A" mas em junho, depois de tanto tempo de chuva e frio, quando eu vejo a previsão do tempo da semana somente com um monte de nuvenzinhas cinzas e temperatura máxima de 13 graus, confesso que desanima... Bom, mas enfim, serve para darmos mais valor ao sol e ver que assim como os nativos ou os que vivem aqui há muitos anos, o sol passa a exercer um certo "poder" sobre nos, mexendo com nosso humor e emoções.
 
Multiculturalidade
 
Também nunca foi novidade para mim a multiculturalidade de Vancouver, mas as vezes me sinto como se tivesse imigrado para a Ásia. Outro dia fui no Cheesecake Etc., um lugar super tradicional de Vancouver e dentre todas as mesas no enorme salão os únicos ocidentais éramos nos. As vezes entro no Skytrain e não consigo entender nenhuma língua. Sabe quando tem pessoas do seu lado conversando e rindo e você não entende sequer uma palavra e fica imaginando: "o que será que elas estão falando? Poderiam bem estar falando e rindo de mim!!" Não que isso me incomode, nunca gostei mesmo de ficar escutando conversa dos outros! Mas enfim, esses dias me deparei com a estatística: menos de 40% da população de Vancouver é nativa, ou seja, 60% são estrangeiros e dentre esses 60% de estrangeiros 50% são chineses.
 
Trabalho e dinheiro
 
Parece que eu sou o tipo de pessoa que estou sempre andando na contra-mão... No Brasil as leis trabalhistas são ótimas para quem é empregado (30 dias de ferias, 13o, atestado medico, aviso prévio, multa de FGTS, etc etc etc) e péssimas para quem é empresário. Aqui é ao contrario, as leis trabalhistas praticamente não existem, e acaba sendo benéfico para quem é empresário. Guess what? No Brasil eu era empresária, gastava fortunas com encargos trabalhistas, e aqui sou mera empregada, sem direito a nada!!! Oh well... Não se pode ter tudo mesmo... Sou muito grata por após um ano de Canadá estarmos os dois empregados e conseguindo manter as despesas. Não tenha duvida que nosso padrão de vida em relação ao que tinhamos no Brasil caiu muito. O dinheiro é contadinho, e eu faço manobras para dar conta de todas as despesas. Ainda dependo de dinheiro do Brasil, mas espero que a gente consiga aos poucos estabilizar tudo por aqui.
 
Amizade, familia e saudade
 
Amizade é uma coisa que se constrói pouco a pouco. A confianca, a cumplicidade, são coisas muito mais profundas do que boas risadas. Amizades de 10, 20 anos ou o carinho da familia são insubstituíveis. Email, facebook, skype felizmente ajudam a manter o contato e o dialogo, amenizando a saudade. Fazer amizade para mim nunca foi uma coisa fácil, os canadenses são bastante fechados, e não é o simples fato de termos em comum apenas a mesma nacionalidade que faz dos brasileiros que vivem aqui todos amigos. Afinidade é muito mais importante do que a nacionalidade. Felizmente posso afirmar que em um ano tive a sorte de encontrar grandes amigos aqui, amigos que neste ano estiveram comigo para dar risadas ou para dar suporte nos momentos difíceis.
 
Saúde
 
Ate agora foi o que mais tem pesado negativamente. Na minha opinião, o sistema de saúde não é ruim, mas também esta longe de ser bom. Ele é competente, mas extremamente frio. Nunca fui uma pessoa de ficar doente, no Brasil eu só ia ao medico uma vez por ano para o check-up. Mais uma vez andando na contra-mão, aqui em um ano eu precisei mais de médicos que nos últimos 10 anos no Brasil, com o meu plano de saúde privado e caro que eu raramente usava... O sistema de medico de familia funciona bem, o problema é quando você tem alguma emergencia. Ai é como INPS mesmo, você vai ao hospital e fica horas para ser atendido. Não é nada parecido como o que a gente vê naquelas milhares de series medicas como ER, House, etc... Pelo menos é tudo muito limpo, organizado e as pessoas educadas... Mas esperar com dor, com duvida, é muito ruim. Eu tive um aborto espontâneo, cheguei ao hospital sangrando muito, esperei por horas para ser atendida com dor e desespero. Os médicos dão pouca ou nenhuma informação, eh demais de triste. Nessa fase eu me questionei varias vezes o que eu estava fazendo aqui.
 
Vale a pena?
 
Para mim esta valendo. Saudades na minha opinião não é uma coisa ruim. As memórias são feitas de saudades. Eu sinto saudades da casa que eu vivi na minha infância, das ferias que eu passava com meus primos, saudades do que eu fazia na adolescência, da cidade que eu morei durante a faculdade, dos meus anos de recém-casada, do apartamento que eu morava, de ter o meu negocio, de ser reconhecida na minha profissão, saudades das viagens que eu fazia, das pessoas que passaram pela minha vida. Se eu não tivesse passado por tantas mudanças e tivesse ficado a vida toda na mesma casa, ou na mesma cidade, no mesmo emprego, eu nao teria a chance de sentir saudades e de ter memorias mais vivas. Nao eh so a questao da mudanca que me agrada, gosto daqui, gosto dos parques, das florestas, da natureza, da qualidade de vida da organizacao. Eh melhor que o Brasil? Em alguns aspectos sim, em outros nao. Com certeza tem mais "a minha cara", combina mais comigo e hoje estou feliz com a minha escolha.
 
Acho que eh isso que eu tinha para dizer!

Cheers!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Back to Brazil

Calma, minha gente!!!! Foi só temporário!!!!

Tive a grande oportunidade de ir para o Brasil no mês passado a trabalho. Foram duas semanas super corridas, mas felizmente consegui passar os finais de semana curtindo a família e os amigos.

Eu tinha medo dessa primeira vez no Brasil após a mudança, não sabia como me sentiria. Ainda mais que eu andava meio chateada com nossa situação financeira depois de quase um ano de Canadá. Achei que chegando ao Brasil e vendo tudo o que larguei para trás (não só família e amigos, mas todo o estilo de vida que tinhamos - flexibilidade no trabalho, poder viajar duas vezes por ano, um apartamento grande, etc, etc, etc...) eu ficaria balançada. Na verdade, o que aconteceu foi o contrário. Pude comprovar que de fato fiz a escolha certa, e que tudo o que abdiquei da minha vida lá, de uma forma ou de outra está sendo compensada aqui. É claro que essa é a MINHA opinião, e não quer dizer que o que é bom para mim é bom para todos. A minha balança está pendendo para o lado de cá, e isso me deixa aliviada. No final da viagem eu já estava morrendo de saudades de CASA e não via a hora de voltar!  O Brasil é bom? Claro que é. Bom demais, mas coisas que lá são "normais" e aqui são inconcebíveis (ex: motoboy andando na calçada, todo mundo te cortando no trânsito, taxímetro que pula de 5 pra 15 reais...) fazem com que eu sinta que lá não é mais o meu lugar. Comprovei agora de fato a minha teoria: é mais vantajoso ser "pobre" no Canada que "rica" no Brasil!

Cheers!!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

E agora, José??

Estamos num grande dilema. Quando decidi imigrar, eu já estava decidida que imigraria para Vancouver e não para o Canadá. Todos sabem que a cidade é apaixonante, mas infelizmente, o mundo é cruel: TUDO QUE É BOM É CARO. Não posso dizer que foi surpresa nenhuma, já sabíamos disso, e naquela empolgação do "eu quero, eu quero, eu quero" a gente foi em frente e veio parar em nada menos que UMA DAS CIDADES MAIS CARAS DO MUNDO EM TERMOS DE IMÓVEIS.
Pois é. E agora fica aquela dúvida: ficar escrava de aluguel o resto da vida, ou encarar uma dívida de 30 anos para comprar um apartamento muito longe de ser o que a gente queria? Sim, meus amigos... Um apartamento pequeno, de dois quartos, 85 m2, aqui custa 4 vezes mais que na minha cidade no Brasil, isso 1 pra 1, sem converter!!! Pois é, vendemos nosso apartamento antes de vir pra cá (de 3 quartos) e o dinheiro não paga nem um terço do que um apartamento bem inferior custa um aqui. 
Fora o medo de encarar o mortgage e por algum motivo os preços (que estão absurdos) de repente caírem e a dívida ficar maior que o valor do imóvel. 
Hoje eu até vejo Toronto, Montreal, Regina, com outros olhos (lá os preços não são tão indecentes). Mas que preguiça de começar tudo de novo................. E agora, José?????

domingo, 12 de fevereiro de 2012

No name

O Canadian Superstore (nosso supermercado favorito - do grupo Loblaw) tem uma linha de produtos genéricos que se chama "No name". A embalagem é amarela, escrito em letras simples o nome do produto. Tem de tudo. Café, queijo, produtos de limpeza, legumes, sucos, tudo o que você puder imaginar. Logicamente os produtos são mais baratos que os de marca. Na época das vacas magricelas, só se via embalagens amarelas na nossa geladeira e no armário da cozinha! O Luiz tava na fase dramática, e um dia que ele queria fazer alguma coisa que eu não deixei por causa do $$ ele explodiu: "Cansei dessa vida 'no name'!!" Bom, a fase crítica passou, mas meu armário e geladeira continuam cheios de produtos amarelinhos, porque economizar  pelo jeito faz parte do dia a dia de imigrante, e acho que vai continuar fazendo parte por um bom tempo!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Você é Hands On?

Essa semana uma amiga postou um texto no Facebook e após ler, eu comentei que havia me identificado com a moça do texto. Ela respondeu dizendo justamente que havia pensado em mim quando leu e postou! 
Se você passou por uma Job Search recentemente provavelmente vai se identificar também. Boa leitura!



Você é Hands On?


Veja o texto abaixo do Max Gehringer – Colunista da Revista EXAME – e inspire-se


Vi um anúncio de emprego. A vaga era de Gestor de Atendimento Interno, nome que agora se dá à Seção de Serviços Gerais. E a empresa exigia que os interessados possuíssem – sem contar a formação superior – liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem HANDS ON. Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um pitico.

Não que esse fosse algum exemplo fora da realidade. Ao contrário, é quase o paradigma dos anúncios de emprego. A abundância de candidatos permite que as empresas levantem cada vez mais a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido.

E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aívêm as agruras da super-qualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico…

Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno… E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, Gerente da Contabilidade.

Seu Borges: — Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
Fabiana: — In a hurry!
Seu Borges: — Saúde.
Fabiana: — Não, Seu Borges, isso quer dizer "bem rapidinho". É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
Seu Borges: — E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
Fabiana: — O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
Seu Borges: — Não, não.. Cópias normais mesmo.
Fabiana: — Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
Seu Borges: — Fabiana, desse jeito não vai dar!
Fabiana: — E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
Seu Borges: — Como assim?
Fabiana: — É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
Seu Borges: — Olha, neste momento, eu só preciso das três cópias.
Fabiana: — Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro…
Seu Borges: — Futuro? Que futuro?
Fabiana: — É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
Seu Borges: — Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
Fabiana: — Sei. Mas o senhor é hands on?
Seu Borges: — Hã?
Fabiana: — Hands on….Mão na massa.
Seu Borges: — Claro que sou!
Fabiana: — Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.

Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções:
1 – Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas.
2 – E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.
Alguém ponderará – com justa razão – que a empresa está de olho no longo
prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores.
Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado confundiria nossa salinha do café com a Fundação Alfred Nobel.
Pessoas superqualificadas não resolvem simples problemas! Um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas e no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha informática e energia e criatividade e estava fazendo pós-graduação… só que não sabia nem abrir o capô.
Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava "nóis vai" e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida.

- Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as Empresas modernas torcem o nariz: O QUE É CAPAZ DE RESOLVER, MAS NÃO DE IMPRESSIONAR.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Doors will soon open for you

A vida de quem está à procura de emprego não é fácil. Os dias são recheados de esperança, incertezas, e muitas decepções. A alegria de uma entrevista rapidamente passa para a frustração a cada email que contém a frase "we regret to inform you". É preciso criar uma rotina para não desanimar. Além da job search diária, cursos, estágios não remunerados, drop-ins, information meetings, é fundamental fazer também o que se gosta para não perder a motivação.

O Luiz sempre gostou de mountain bike e aqui em North Van ele se encontrou. Ele sai pedalando de casa e chega a dezenas de trilhas de all mountain e downhill. Isso foi uma das coisas que o ajudou a desestressar após cada "não".  Há alguns meses, após uma semana super desanimadora com poucas vagas para se inscrever, sem nenhum retorno às centenas de currículos que ele havia enviado, ele resolveu sair para pedalar apesar dos 4 graus que estava fazendo e da neve que ainda não havia derretida no topo da montanha. No meio da trilha ele viu uma tampinha de refrigerante no chão. Nós temos o costume de recolher o lixo da natureza, e ele mesmo em alta velocidade, parou a bike, voltou, e pegou a tampinha. Ele olhou para a parte interna e havia a seguinte frase escrita: Doors will soon open for you. Segundo ele, ele começou a rir sozinho e voltou a pedalar. Chegando em casa ele me mostrou a tampinha e a guardou na gaveta do criado.

Depois disso ainda foram alguns meses de empreitada. Mais três ou quatro entrevistas sem sucesso, até que poucos dias antes do Natal veio nosso maior presente: ele foi contratado!!!

Foram mais de sete meses. Centenas de currículos, dezenas de drop-ins, entrevistas, survival job, estágio não remunerado, noites sem dormir, vontade de desistir, mas enfim, as portas se abriram!

E assim começou nosso 2012, com muitas alegrias, visitas em casa, e eu, pela primeira vez em quase 8 meses, consegui finalmente dormir uma noite inteirinha, fechando meus olhos ao deitar e só abrindo de manhã.
I'm so greatful! Happy 2012!!!!!!!!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Rotina de Inverno

Depois de tantos recadinhos carinhosos e dicas para que eu curasse da minha tosse o mínimo que eu podia fazer era tirar o poeira desse blog e passar por aqui para agradecer!! Obrigada!!!!

Vou aproveitar o post para falar da minha rotina de inverno. O inverno mesmo nem começou, mas há tempos o outono se foi. As árvores já estão todas peladas e o colorido das folhas deu lugar às luzinhas de Natal (o que não deixa de ser fofo também!). Os dias estão cada dia mais curtos e escurecendo cada dia mais cedo, 4 e pouco da tarde já está de noite. Semana que vem teremos os dias mais curtos do ano devido ao solstício de inverno, e depois começa o caminho inverso.  

Muita gente diz que no inverno por causa da pouca luminosidade a gente dorme mais e tem a sensação de que 8 da noite já são 11. Comigo isso não aconteceu, eu continuo indo dormir no mesmo horário e achando que faltam horas para o meu dia de tanta coisa que tem pra fazer.

Também não precisei da Vitamina D (ainda - mas como disse o inverno ainda nem começou). Acho que o segredo é correr pro sol quando ele aparece. Como eu sempre fui uma pessoa outdoors, continuo fazendo coisas ao ar livre sempre que possível. Até 5 graus meu organismo se sente confortável, então eu até estava arriscando dar umas corridinhas ou caminhadas depois do trabalho, mas agora quase todos os dias a temperatura está abaixo de 5, então o jeito foi me matricular no Community Centre (sim, aqui se escreve cenTRE e não cenTER). Os Community Centres daqui são muito bons,  com um único cartão eu posso utilizar todos os centros comunitários da cidade. O mais perto daqui de casa é bem pequeno, mas basta ir em outro quando eu quiser usar a piscina ou patinar no gelo, por exemplo. Se você não quiser pagar a mensalidade mas quiser de vez em quando usar a academia, a pista de patinação, as piscinas, etc, basta pagar o drop-in. O drop-in é quando vc paga para usar só um dia, é possivel fazer isso em todos os Centros. Aliás, outro dia fomos num em West Van que é muito bom, com várias piscinas aquecidas, sauna, uma mega academia, hot tub, por apenas 7 dollares o drop-in.

Neve que é bom, só nas montanhas. Até agora só nevou uma vez na cidade, mas foi tão pouquinho que no dia seguinte já derreteu. Existem atividades nas montanhas para todos os gostos e bolsos. Esqui e snowboard são esportes caros, mas já havíamos separado um dinheirinho especialmente para isso. Duas semanas atrás tentei o snowboard pela primeira vez, e fiquei o dia inteiro querendo voltar para o ski. Mas como diz o lema clichê, "sou brasileira e não desisto nunca" - e vou aprender essa m***a!

O Snowshoeing é mais barato. Eu achava que seria uma atividade "de tiozinho", mas domingo passado fomos fazer, e foi muito divertido!! Eu diria que é uma atividade democrática, que pessoas sem a menor destreza esportiva podem fazer tranquilamente nas trilhas verdes, mas há também as trilhas azuis e pretas para quem procura mais emoção e transpiração. No mesmo local onde tem as trilhas para snowshoeing tem as pistas do Crosscountry Ski. Eu já estava "namorando" este esporte desde a época das olimpíadas, quando vi pela primeira vez na tv. Ainda não tentei, mas já tenho certeza que vou amar. Ele trabalha não só as pernas e o abdômen como no ski downhill, mas também os braços, ombros, costas, enfim, pelo que eu vi (ainda não senti) é o esporte de inverno mais completo.

Nos dias que estava doente descobri minha nova paixão: a biblioteca pública. Toda cidade tem a sua (ou as suas). Elas são completíssimas, com clássicos e lançamentos, não somente livros mas também DVDs. Fora que o ambiente é super aconchegante, a de North Van tem até poltronas "Egg". O sistema de self-check out é fantástico, basta passar a carteirinha no leitor de código de barras, passar os livros ou filmes também e pronto. Pra devolver basta colocá-los numa mini esteira rolante. Simples assim, sem burocracia nenhuma!

Há também inúmeras atividades natalinas pela cidade, como o Christmas Market e as Christmas Lights pelos jardins da cidade, mas vou deixar para visitar essas quando meus queridos amigos Cintia e Borão estiverem por aqui. Eles serão nossas primeiras visitas e passarão o Natal conosco. Não consigo nem dizer o quão feliz estou com a vinda deles!!! Eu estava super desanimada para o Natal, passar pela primeira vez longe dos meus pais, longe dos sobrinhos... Mas essa semana a Cintia me deu esse super presente que é a presença deles!!! Eu até me animei e corri pro Dollarama para comprar umas parafernálias natalinas!

Ho ho ho!!!!!!! Merry Christmas, everyone!!! And let it snow!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Cadê meus super poderes???

Eu sempre fui resistente a gripe, não pegava uma há bem uns quinze anos. Costumava me gabar por nunca ficar doente e sempre dizer "resfriado pra mim dura apenas um dia e uma noite".

Isso ate eu pegar a tal da Vancouver dry cough... Esse negocio não quer sair de mim de jeito nenhum! Há quase um mês atrás, peguei um resfriado e fiz o que sempre fazia quando isso acontecia: fui pra cama cedo, tomei sopa, e no outro dia estava melhor. Vida normal, como sempre. Mas ficou aquela coisa mal curada e cada vez que voltava, voltava mais forte. Até que a tosse me pegou. Agora toda noite eu acordo tossindo como uma louca, marido não dorme, na hora que pegamos no sono de novo já é hora de acordar pra trabalhar... Na verdade desde que cheguei aqui não dormi sequer uma noite inteira, mas agora ta fogo...
Estou no 3o. vidro de xarope, chá de gengibre e vitamina C o dia todo. Ontem o Luiz me fez uma receita de mãe que acho que ajudou um pouco (limao, gengibre e mel). O problema é que a tosse é seca, e não tem o que expectorar. Já me disseram que é assim mesmo, e que as vezes demora meses pra sarar. Insone, tossindo desesperadamente e acordando o marido. Onde foram parar meus super poderes??? 

Mas eu sempre procuro enxergar o lado bom das coisas, e posso listar as vantagens de estar doente: 1) marido me leva e busca na estação para eu não tomar chuva; 2) posso chegar do trabalho e me jogar no sofá para assistir um filme sem culpa; 3) fiquei livre de ter que cozinhar e lavar a louca, pelo menos por enquanto...

Cuidado com a dry cough de Vancouver!

domingo, 13 de novembro de 2011

6 meses

Depois de meio ano por aqui, acho que já dá pra fazer um balanço das coisas que eu adoro e das coisas que eu odeio não curto tanto assim no Canadá:

Coisas que eu adoro:

- As quatro estações definidas. O inverno pode ser tenebroso para algumas pessoas, mas para mim a sensação de mudança não tem preço;
- A beleza natural e a organização urbana;
- O transporte público que funciona bem e com hora marcada;
- A diversidade de produtos do mundo inteiro a preços acessíveis;
- A grande variedade de espaços públicos e gratuitos;
- A boa educação das pessoas;
- A sensação de segurança;
- Ficar livre de lixo cultural como funk, pagode, etc;
- As notícias do jornal que não te assustam nem te irritam;
 
Coisas que eu não gosto:

- A distância e a saudade da família;
- A incerteza profissional e financeira;
- Querer conversar com alguém nos momentos de solidão e não ter um amigo disponível online;

Enquanto a primeira lista estiver bem maior que a segunda, acho que está valendo a pena. Mesmo porque espero que com o tempo a gente consiga conquistar nosso espaço profissionalmente e também fortalecer as novas amizades, podendo contar menos com as amizades do Brasil já que cada um tem sua vida. Com relação à saudade da família, essa não dá pra vencer. Infelizmente "pó de pirlimpimpim" só existe nos livros do Monteiro Lobato.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Imigrar definitivamente não é pra qualquer um

Quem acompanha meu blog sabe que eu gosto de mostrar os dois lados da moeda. 

A gente tem a tendência de achar que as mudanças (de emprego, de pais) só trarão coisas boas, que você vai mudar e deixar todas as coisas ruins e que incomodam para trás. Não é verdade. Infelizmente, junto com as coisas que você escolheu a dedo para caber dentro das suas 2 duas malas de 32 kilos, você também trará para cá inseguranças, ansiedade, frustrações, nostalgia. Sentimentos que onde quer que você vá, poderão te acompanhar, simplesmente não tem como deixa-los para trás.

Sem querer, hoje me deparei com um texto muito valioso para quem esta pensando em imigrar. Vou deixar o link para o texto completo. Alguns comentários também são interessantes (no meio de outros que são pura baboseira). Vale a reflexão.

Quem se decepciona com o Canada? (texto de Francisco Braz Neto) 



Editando: Leiam esse aqui tambem: Qual e o seu Canada? (texto de Rodrigo Araujo)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

FALLing in love with FALL!!!

Hoje vou falar só das coisas boas!! Estou completamente apaixonada pelo outono! O tempo está ótimo, dias frios e ensolarados (intercalados com uma chuvinha, é claro), árvores coloridas, folhas no chão...
Eu adoro mudanças, me enjoo facilmente da rotina. Eu posso amar uma música, mas se ela começa a tocar demais eu já passo a odiá-la! Então por mais que o verão seja maravilhoso e que as pessoas aqui não queiram que ele acabe nunca, eu já estava ansiosa pelo frio. Os dias longos com hikings depois do trabalho acabaram, mas ainda esta dando para correr na rua, ouvindo o crec-crec das folhas no chão! E que delícia correr no friozinho!! A mudança de estação inspira mudar tudo, o leite de amêndoas gelado de manhã deu lugar ao café com leite quentinho, o sushi num lugar agitado deu lugar a um bolinho em casa com os amigos! Acordar cedo com o sol na cara deu lugar a dormir até tarde no fim de semana, com barulhinho de chuva fina. Como é bom mudar a rotina!

Bom, no mais as coisas estão caminhando. O marido começou a fazer um voluntariado e continua firme na job search. Eu continuo no trabalho e consegui pegar uma aulinha de sábado de manhã! Como tudo aqui tem sido "com emoção" essa história da aula não podia ser diferente. Eu tinha me inscrito para a vaga um tempão atrás, na cara de pau mesmo, porque eu nem concluí minha certificação ainda. Quando eu já nem me lembrava mais, recebi um email pedindo para eu responder se ainda estivesse interessada. No mesmo dia a pessoa me ligou, dizendo para comparecer à entrevista já com todos os documentos (SIN card, void check, PR). Cheguei lá, conversei com o diretor e na mesma hora ele já xerocou os documentos e disse que o curso que eu daria (8 aulas de Pilates e Yoga) começaria no dia 15!!! Mas tinha um porém... Tinha que ter um número mínimo de 5 alunos inscritos para o curso acontecer. Até uma semana antes tinham 3. Aí dois dias antes, uma amiga minha resolveu se inscrever, mas no mesmo dia eu recebi um email dizendo que o curso seria cancelado. Na hora eu respondi, dizendo que minha amiga estava se inscrevendo e que segundo o diretor, poderiamos esperar até um dia antes para fechar ou não o curso. Ela concordou, e um dia antes, houve a quinta inscrição! Gol na prorrogação! O engraçado é que no dia da primeira aula 4 pessoas a mais apareceram! Imagina se eu não tivesse sido persistente... 9 pessoas ficariam sem aula e eu sem dar a aula! Mesmo tendo dado aulas de fitness e aulas de inglês por mais de 10 anos, dar uma aula de fitness em inglês para mim esta sendo um desafio! O pior é que é impossível saber se as pessoas estão gostando da aula! Tudo bem, no final das 8 aulas vou estar craque!

Outra coisa que estou adorando é passar quase que semanalmente por uma filmagem. Desde quando eu vim para cá pela primeira vez em 2000 eu sei que a Grande Vancouver é cenário de filmes e séries, mas nunca imaginei que eu veria tantas filmagens aqui pertinho de casa! Tenho visto carros da NYPD, helicópteros da US Coast Guard, holofotes gigantes, carros capotados, filmagem na esquina de casa, mas famosos nunca vi... :(

E o Halloween tá chegando! É muito bacana ver como as pessoas entram no clima! Tem uma casa aqui perto que o casal montou uma verdadeira "Casa do Espanto" Eles deixam tudo aberto à visitação, além de ficarem lá na porta da casa recepcionando (e assustando) os visitantes!

Bom, vou ficando por aqui e deixando algumas imagens do Outono maravilhoso e do Halloween!!!


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

As Respostas

Olá, vamos as respostas:

A Kalyne perguntou: Como faço para calcular a nota que preciso tirar no IELTS, vejo as pessoas falando nos blogs que precisam de 2 high e 2 moderate etc. Mas como isso e' diferenciado por pessoa, baseado em que??? Eu achei que a nota era igual p todo mundo.

Kalyne, vc consegue descobrir a nota que precisa tirar no IELTS quando vc faz o self-assesment test para descobrir se vc tem a pontuação necessaria para se inscrever no processo. A pontuação máxima em línguas é 24 pontos (se vc tem inglês e francês avancados). O que as pessoas geralmente fazem é deixar essa parte por ultimo, assim elas conseguem ver quantos pontos faltam para atingir os 67 pontos. No meu caso, por exemplo, fizemos o self-assessment test e sem as línguas faltavam 12 pontos para os 67, ou seja 2 highs (4pts + 4pts) e 2 moderates (2pts + 2pts). Tem gente que opta por fazer o TEF de francês para somar alguns pontos. Abaixo vc pode ver as notas que precisa tirar no IELTS para saber quantos pontos terá no self-assesment test.
LevelPoints
(per ability)
Test results for each ability
SpeakingListeningReading
(General
Training)
Writing
(General
Training)
HighFirst official language: 46.5 - 9.07.5 - 9.06.5 - 9.06.5 - 9.0
Second official language: 2
ModerateEither official language: 25.5 - 6.05.5 - 7.05.0 - 6.05.5 - 6.0
BasicEither official language: 1
(maximum of 2)
4.0 - 5.0 4.5 - 5.03.5 - 4.54.0 - 5.0
No0Less than 4.0Less than 4.5Less than 3.5 Less than 4.0

A Lulibel perguntou: Ah! Eu queria saber de trânsito: respeito, sinalização, motoboys... Dá para se locomover seguindo as placas? porque aqui, do nada, elas param de indicar o caminho.

Lulibel, eu acho o transito aqui extremamente claro e organizado. As ruas seguem um plano cartesiano, norte - sul - leste -oeste, tem lógica e geralmente são numeradas. Na boa, essa historia de dar nome de gente (geralmente nomes enormes, tipo "Rua Tenente-Coronel Manuel Barbosa da Silva Carvalho de Souza Dias") é coisa de português! Motoboys - essa praga ainda não chegou aqui. Respeito: não vou dizer que é 100%, tem espírito de porco em todo lugar do mundo, mas comparado ao Brasil, é muito melhor.

A Flavia disse: Acho que você poderia falar como se sente, sobre as questões subjetivas da vida de um imigrante aqui... Não para de escrever não.

Flavia, acho não vou parar de escrever não, nem que seja só pra mim!! Obrigada!! Acredito que os ultimos posts (por exemplo o "Bipolar") abordaram bastante as questoes subjetivas da vida de imigrante. Com certeza falarei mais sobre o assunto, escrever faz bem!

O Cesar disse: Olha que vai chover pergunta. Hehehe.

Cesar, nao choveu tanto assim, hehehehe!!!! 

A Lidia perguntou: Bem, ultimamente uma das minhas maiores curiosidades tem sido sobre o quesito segurança para as mulheres. Explico: aqui no Brasil a segurança para uma mulher sair sozinha durante a noite é nula. Eu mesmo evito andar sozinha durante a noite pelas ruas, pois a incidência de agressões (não só assalto, violência sexual também) é muito alta. Aliás, dependendo no lugar não só durante a noite, de dia também! :( Gostaria de saber como você se sente em relação a isso por aí. Rola medo? Em cinco meses você já "se livrou" daquela paranóia que nos ensinam desde sempre? (Não saia sozinha, olhe pra trás enquanto caminha, não passe em nenhum lugar que não seja extremamente iluminado, atravesse a calçada se vier um homem em sua direção, etc?)

Lidia, não tenha duvida que o Canadá é um pais bem mais seguro que o Brasil. O que acontece muito são furtos; assaltos a mão armada são raríssimos. Mas como eu sempre digo: gente louca existe em qualquer lugar. As noticias ruins são bem menos frequentes que no Brasil, mas nem por isso vou dar bobeira e fazer um hiking na floresta sozinha. Me sinto mais segura aqui sim, mas quando estou andando sozinha a noite, apesar de não ficar neurótica eu fico "com as antenas ligadas". Apresso o passo nas ruas escuras e mudo de direção quando vejo sujeitos estranhos sim... E melhor prevenir, né?

A Joice perguntou: Gostaria de saber se conhece alguém cuja profissão não está no NOC e que tenha conseguido o visto de residência permanente do Canadá? 

Joice, existem sim outras formas de imigrar sem ser pelo processo Skilled Worker. Estando no Brasil, você tem a opção de se inscrever no processo por Quebec ou pelo Investors, entrepreneurs or self-employed. Se nenhuma das opções se encaixam ao seu perfil, vc pode solicitar um visto de estudante, estudar por um tempo e solicitar um visto de trabalho. A partir dai algumas pessoas conseguem imigrar, outras não, não é garantido. Soube de casos de sucesso e de casos de pessoas que precisaram ir embora porque não conseguiram renovar o visto de trabalho e nem imigrar. A melhor opção sem duvida é já chegar como PR.

A Cilei perguntou se há preconceito.
Cilei, acho que muito pouco, talvez na hora de contratar. Se há um nativo e um imigrante, ambos qualificados, acho que eles escolhem o nativo. Mas no geral, o Canadá é formado por imigrantes, então as pessoas são bem compreensivas e abertas.
Bom, espero ter respondido a todas as duvidas! Obrigada pela participação! : ) 
Boa sorte a todos!

(teclado sem acento, fiz uma gambiarra pra tentar acentuar tudo, mas não deu certo com todas as palavras.)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pergunte, que eu respondo!!!!

O ibope do blog anda tão baixo que eu resolvi ver se consigo dar uma agitada por aqui!

Apesar de estar aqui há menos de 5 meses e não ser nenhuma expert em Canadá, vou abrir este espaço para que futuros imigrantes (ou imigrantes) façam as perguntas que sempre quiseram perguntar!

Deixe um comentário com a sua pergunta e eu responderei a todas as perguntas (se é que alguém vai perguntar alguma coisa!) no próximo post, na semana que vem.

Estou procurando motivação para continuar movimentando esse blog! Pode perguntar, que eu respondo!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

E lá se foram 4 meses...

Essa semana fez quatro meses que chegamos, é até redundante dizer que o tempo está voando. Sinto que nesses últimos quatro meses vivemos muito mais do que estávamos acostumados a viver em quatro anos, e ainda assim, falta muita coisa para acontecer. A pressa para que as coisas se ajeitem logo as vezes é angustiante. Por mais que soubéssemos que o recomeço dependeria de muita luta e paciência, tem horas que a vontade de ver a vida encaminhada novamente me faz surtar! Mas o tempo não para, e enquanto não atingimos nossos objetivos o jeito é aproveitar a vida, não é mesmo? Continuamos aproveitando o final do verão intensamente e outdoors. Foram quase 60 dias de sol e céu azul em Vancouver, e só agora o verão começou a dar sinais de cansaço e abrir espaço para o outono. Estou ansiosa pelo outono, ver a natureza se preparando para mais um ciclo. Encerrando um e começando outro, como nós.
No mais, as coisas continuam caminhando. Não estou suuuper empolgada com o trabalho, mas esta indo. Ao mesmo tempo estou fazendo cursos para poder dar minhas aulas. Terminei o curso teórico, passei na prova e esse fim de semana começo o curso presencial. O marido desistiu do Survival algumas semanas atrás, tomamos a decisão juntos. Não estava acrescentando em nada, a não ser pelo dinheiro. Fora as dores nas costas e o mau humor… Ele também resolveu por a mochila nas costas e voltar a estudar. Esta fazendo um curso de job search full-time e hoje começa um curso especifico na área dele.
Bom, acho que é isso que eu tinha para dizer por hoje. Caso algum leitor (se é que ainda tem alguém aí!) queira que eu aborde algum assunto, é só pedir.
See ya!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Commuting time, reading time

Um dos meus receios antes de vir embora era de perder o meu conforto de gastar apenas 10 a 15 minutos para ir de casa até o trabalho. Eu sabia que numa metrópole como Vancouver isso dificilmente seria possível. Mas desde os primeiros dias de rotina vi que isso não seria um problema assim tão grave. Eu gasto aproximadamente 45 minutos para ir de casa ao trabalho, tempo que tenho utilizado para pôr a leitura em dia. Nos primeiros dias eu aproveitei bem este tempo para estudar o manual da carteira de motorista. Quando terminei o manual, parti para a biblioteca da lavanderia do prédio. É comum os prédios aqui terem uma mini biblioteca a base do bom senso. Você pega o livro quando quer e devolve quando terminar, não é necessário avisar ninguém. Muita gente que passa pelo prédio acaba doando algum livro para a biblioteca, e assim ela vai aumentando com o tempo. Minhas viagens de SeaBus e SkyTrain ficaram cheias de emoções, assassinatos, sexo e intrigas por conta do Sidney Sheldon (que eu não lia desde meus 17 anos!). As vezes eu pego algum livro que não consigo engatar na leitura, aí eu tenho também a opção de ler o Metro News ou o 24 Hours, que são jornais gratuitos distribuidos diáriamente no transporte público. Há até uma "disputa" entre os entregadores, um fica entrando na frente do outro para ver quem distribui mais jornais. Eu pego do cara mais simpático. Eu sempre pegava o Metro por causa do chinezinho simpático que entregava, mas aí ele virou a casaca e foi para o 24 e eu passei a ler o 24. De "brinde" ainda ganho um sorriso, um "good morning, have a nice day", e nas sextas o bônus do "have a nice weekend"!
Também no meu commuting time eu estudei minha apostila toda do curso online que eu acabei de terminar.
Essa semana estou com dificuldade de engatar em um bom livro, já peguei 3 que não deram certo e eu desisti. Eu costumo ter uma regrinha pessoal de leitura - não gosto de passar muito tempo lendo o mesmo livro, mesmo porque comigo isso só acontece se não estou gostando da história. Então se a leitura não desenvolve até a página 80 (não sei porque 80, mas foi um número que estabeleci) eu troco de livro. Amanhã eu vou trocar de novo, tomara que tenha mais sorte, porque se não daqui a pouco só vai sobrar a prateleira de livros em mandarim!